segunda-feira, 18 de março de 2013

Verdade X Mentira - A enganação modernista


 Hoje lavando o banheiro não pude deixar de pensar naqueles que abrem a boca para fazer excrementos ao invés de usar a lógica para articular as palavras...
Lembrava-me eu de minha concunhada protestante: uma mulher com duas pós-graduações e várias especializações diferentes em sua área (Fisioterapia), porém cujo exercício de fé é ditado pelos pastores analfabetos da IURD. Falava-me de que não dava a mínima importância aos santos por não acreditar na santidade do ser humano e o pior: ela não sabia que isso vinha do protestantismo e muito menos que evangélico é protestante. A que ponto nós chegamos com o relativismo, hein!?
E não adianta simplesmente você usar a lógica: 1+1 = 2
Existindo santidade = eternidade em Deus
Não existindo santidade = danação eterna (todo mundo está perdido)
É tão claro como as águas do Caribe, é tão simples quanto o sal da terra: Existe santidade para que o homem através do perfeiçoamento constante, consiga se aproximar de Deus, para que o paraíso perdido pelo pecado original, seja resgatado pela Graça de Deus em sua infinita misericórdia para conosco.
A santidade é um exercício que temos que praticar incessantemente. Por isso confessamos e comungamos... Simples assim! Ou seja, Lógico!
Porém a grande descoberta do homem moderno: o relativismo; tapa a verdade de tal maneira a parecer uma névoa densa e corrosiva que vai destruindo a visão da realidade conforme você vai buscando um sentido para a vida de tal modo que não se pode sequer admitir a verdade tão reluzente aos nossos olhos.
Então a criatura protestante não consegue entender que sua salvação depende do seu esforço para chegar à santidade, pois ela rejeita a santidade, Satanás adora isso. Festas são comemoradas no inferno diante de tamanha presunção em achar que já ganhou o céu só por crer e não são necessárias obras e purificação da alma... O pior disso tudo é que essa presunção a muito chegou à nossa porta sob o aspecto humilde da velhinha que oferece a maçã a donzela.
- Veja como sou pobre. Ela diz.
- Me ajude e morda essa maçã.
E nós Católicos mordemos a primeira isca: Ecumenismo.
Sob a forma de diálogo entrou em nossa casa a fumaça negra do Maligno, mas ela entrou como a velhinha pobre que oferecia a maçã, uma maçã bonita e falsamente reluzente... A maçã ecumênica com veneno que irá contaminar o sangue da Donzela Esposa de Cristo com protestantização, marxismo, modernismo, existencialismo, relativismo e afins ao ser mordida, e irá se contagiar com caguetes da pior espécie, e esses irão chegar ao cérebro da donzela que terá sua vista turvada, seus sentidos serão confundidos, ela já dormente tomba e cai convulsiva em profunda agonia...
A donzela ao tentar ser piedosa com a velhinha surrada, desceu de sua intocada morada e mordeu a maçã. Mordeu a isca. Aceitou dialogar com o modernismo e ao sentir em sua boca o gosto doce que lhe desceu amargo e dolorido pelas entranhas (Apo 10, 9-10) viu o quanto esse diálogo é impossível sem ser corrosivo para sua morada e existência, pois esqueceu a porta aberta (ou seria janela?) pela qual entrou o gás do veneno satânico e porque sentiu os efeitos da droga contida na fruta aparentemente inocente, mas com um verdadeiro e potente efeito letal.
Esse diálogo ecumênico excretado incessantemente pela boca de teólogos modernistas em que se diz que a mentalidade medieval podia aceitar os milagres de Deus, a virgindade de Maria, o milagre da multiplicação dos pães, se esquece que Se Não Existe a intervenção de DEUS na história, então não existe salvação, não existe mistério, não existe Salvador, não existe vida eterna... Tão pouco existiria o próprio DEUS!
Aí se cai, como caiu a Donzela no existencialismo. Na falta de um sentido para a vida e na perdição eterna, pois uma vez que existe uma outra vida fora do tempo e se leva uma vida voltada para o momento imediato e as vontades mais momentâneas e fúteis... Então não construímos mais o presente para sermos melhores no futuro e nos tornamos piores que no passado; e teremos muito medo do futuro. Pois certamente será um futuro cada vez muito pior que nos aguarda, tanto nesta vida quanto na outra.
A vida eterna está fora do tempo e tudo nela é pleno, inclusive nosso estado psíquico, nossas perversões e virtudes.
E nós somos as células que unidas formam o corpo da donzela e estamos aos poucos sendo envenenados junto com ela pelo ecumenismo que veio como que buscando uma abertura e encontrou um meio de nos contaminar, e lançou seu Torres Queiruga, seu Leonardo Boff, Frei Beto e outras tantas aberrações teológicas que os anticorpos da Donzela sequer puderam evitar também os abusos doutrinais, sob o pretexto de abraçar os pobres como se os pobres de outros tempos nunca estivessem já inseridos neste contexto, como se os pobres não fossem de riqueza cultural e indignos a merecer fazer parte da donzela em toda a sua glória e riqueza, se esquecendo que a própria donzela vive a pobreza digna, que tem o adorno da beleza externa mas a simplicidade interior necessária para manter de pé seu organismo vivo.
Muito mal se fala dos tradicionalistas, mas sendo tradicionalista ou não, é necessário enxergar que eles são os anticorpos da donzela agonizante e que o esplendor dela não é resultado de magnificência, mas sim daquilo que ela representa... O ouro que a adornar não deve ser sinal de riqueza para ela, mas sim para a deixar digna de agradar a nobreza de seu esposo, para honrá-lo em toda a sua glória.
Por isso tenho asco toda vez que ouço a mídia falar que a Igreja é cheia de luxo, que o Papa atual é simples, blábláblá...
O luxo da capela sistina e dos templos do Vaticano são para Deus, a cama onde dorme o Sumo Pontífice não é de ouro e se sua batina fosse feita do mais belo e caro tecido não seria para ele e sim para o que ele representa: Que é o Doce Cristo na Terra!
E pela força que tem o Espírito Santo espero do fundo do meu coração que o mundo veja o homem que julgam ser o simples e humilde se curvar diante da majestade de Cristo Rei, assumindo uma glória que não é dele, mas que ele representa - o Glorioso Jesus Ressuscitado em seu esplendor.
Pois a donzela está caída e agonizante, mas agora é tarde para perceber que a pobre esfarrapada de dar pena é na verdade uma bruxa egocêntrica, que necessitava vê-la cair de sua grandiosidade para se sentir melhor com sigo mesma e com sua miséria interior. Era tanta sua vontade de ver a donzela perecer no lodo, que a fez se disfarçar para os olhos da esposa, para ao apiedar-se de sua pobreza aparente ser enganada e envenenada para com o envenenamento apodrecer... deixando assim espaço para a Bruxa que de pobre não tem nada, governar sem ser repreendida e humilhada pela Gloriosa Esposa Donzela, pois a bruxa é a rainha das mentiras e maldades que enganam e escravizam os homens, mentiras que não cansa de excretar pela boca imunda contra a Igreja de Cristo.
Assim como Apóstolo amado engoliu um livro doce na boca e amargo nas entranhas, engole a Esposa a fruta inocente e sente os efeitos da droga mortífera da inveja.
Pode um Cristão aceitar a oferta de diálogo com os hereges?
Pode deixar-se dialogar com os modernistas?
Quem ama a verdade e a natureza das coisas divinas, não está aberto ao que o mundo exige como diálogo, pois o diálogo só existe de fato se você diante dos fatos e da comprovação na realidade está disposto a mudar de opinião e aceitar a verdade, não porque a opinião do outro é mais convincente, pois a mentira também convence; mas porque não existe outra alternativa se não a investigação, ainda que não se tenha certeza do todo, mas que se reúnem e se completam, através das evidências encontradas pelo caminho.
O mal do modernismo é a presunção de achar que conhece o mistério, rejeitando as evidências e caindo no abismo do existencialismo.
Assim, o antídoto para a Donzela infectada é criar anticorpos, pois esta donzela não receberá o beijo do príncipe para se curar, uma vez que ela já o havia recebido antes de morder a maçã.
Ela precisa multiplicar esses anticorpos para não sucumbir ao veneno e após a longa enfermidade, curar as células adoentadas e restaurar as corrompidas, para ressurgir esplendorosa e corada sendo adornada novamente e entregue ao seu esposo, conforme é necessário para refletir a sua majestosa glória. E como o discípulo amado: (Apo 10, 11) "Urge que ainda profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis".