quinta-feira, 21 de julho de 2011

Borboletinha


Hoje, ao subir o viaduto para a travessar o túnel, eis que surge na devassidão de concreto uma linda e pequenina borboleta amarela, fiquei pasma como o serzinho voava por entre os carros e como atravessou tranqüilamente na frente do ônibus que eu vinha em meio ao caos do trafego. Isso me perturbou imensamente, fiquei com pena da borboleta, mas ao mesmo tempo procurando o lugar de onde ela veio, só aí me dei conta das árvores no entorno do viaduto.
Ví que as árvores tinham copas tão altas e imponentes que desafiavam o concreto cinzento, percebi que por mais que nos esforçemos para enfeiar e sufocar a nossa cidade, existem forças para lutar , para resistir, para romper ao menor sinal de cansaço humano. Mas a Natureza não cansa. Os arquitetos de Deus nunca deixam de desenhar as nuances da criação, na sua mais esplendorosa manhã e a borboletinha, que antes me parecia lutar para viver, não passa de uma mensageira intrometida e posuda para nos saudar e mostrar o quanto é bela a criação e manhã que nos sorri.

Reflexões

Certo dia eu li que “Se ficamos doentes é para darmos mais valor à Vida.”
Ora, eu dou valor à vida dou valor a minha existência, a existência de tudo que Deus criou para nosso deleite, como a música, as plantas, os pássaros, as flores, os amigos...
Aí eu olho ao meu redor e penso:
Será que se temos inimigos é porque também precisamos de parâmetro para valorizar a amizade?
Se existe o mal é para valorizarmos o bem?
Mas o que é bem e o que é mal?
Se imaginarmos que o mal são coisas ruins então posso classificar a morte de mal?!
Mas foi Deus quem criou a morte... Deus não é mal! Definitivamente não é!!!
Será que realmente existe o mal em seu estado único ou é o desequilíbrio que se transforma em mal?
Vejamos: Se eu mato o que vou comer: Um vegetal e uma galinha e faço uma bela refeição, me reuno com minha família e amigos para matar a fome e me revigorar, estaria fazendo mal?
A resposta é não, porque eu preciso comer.
Se o mar está infestado de tubarões, eu entro neste habitat que não é meu e sou mordida por um tubarão, ele é mau? Está me fazendo mal sem dúvida, mas não é maldade. 
Existe um dito popular que fala: “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Não veremos um tubarão sair por aí abocanhando sem comer pelo simples prazer de abocanhar, nem um bicho atacando sem se sentir ameaçado ou faminto.
Porém, nós, espécimes superiores, o topo da cadeia alimentar, igualados ao próprio Deus surgidos do sopro divino como cópias perfeitas do criador, estamos degradando o mundo inteiro, nosso próprio Habitat, as pérolas da Divina Criação.
Não existe nada que o homem faça que chegue perto daquilo que Deus Criou com harmonia e perfeição. Nem mais belo que possamos imaginar e nem mais belo para os olhos admirarem.
Então porque insistimos em depredar aquilo que necessitamos hoje e sempre?
Quando daremos valor ao nosso mundo, ao nosso planeta, ao nosso habitat?
Quando não tivermos mais o que preservar?
De que adianta você ter uma linda casa se essa linda casa não terá onde se manter fundada, de que adianta você dirigir o seu lindo carro, que bebe muito polui muito, se logo, logo você não terá mais onde rodar com ele?
E você? Onde estará, quando não mais puder pegar um fino raio de sol? Quando o céu for apenas cinza, o mar impossível de entrar, a chuva completamente ácida, o ar irrespirável, a vida agonizante...
E Você? Como irá sobreviver?