
Hoje
lavando o banheiro não pude deixar de pensar naqueles que abrem a
boca para fazer excrementos ao invés de usar a lógica para
articular as palavras...
Lembrava-me eu de minha concunhada
protestante: uma mulher com duas pós-graduações e várias
especializações diferentes em sua área (Fisioterapia), porém cujo
exercício de fé é ditado pelos pastores analfabetos da IURD.
Falava-me de que não dava a mínima importância aos santos por não
acreditar na santidade do ser humano e o pior: ela não sabia que
isso vinha do protestantismo e muito menos que evangélico é
protestante. A que ponto nós chegamos com o relativismo, hein!?
E
não adianta simplesmente você usar a lógica: 1+1 = 2
Existindo
santidade = eternidade em Deus
Não existindo santidade = danação
eterna (todo mundo está perdido)
É tão claro como as águas do
Caribe, é tão simples quanto o sal da terra: Existe santidade para
que o homem através do perfeiçoamento constante, consiga se
aproximar de Deus, para que o paraíso perdido pelo pecado original,
seja resgatado pela Graça de Deus em sua infinita misericórdia para
conosco.
A santidade é um exercício que temos que praticar
incessantemente. Por isso confessamos e comungamos... Simples assim!
Ou seja, Lógico!
Porém a grande descoberta do homem moderno: o
relativismo; tapa a verdade de tal maneira a parecer uma névoa densa
e corrosiva que vai destruindo a visão da realidade conforme você
vai buscando um sentido para a vida de tal modo que não se pode
sequer admitir a verdade tão reluzente aos nossos olhos.
Então
a criatura protestante não consegue entender que sua salvação
depende do seu esforço para chegar à santidade, pois ela rejeita a
santidade, Satanás adora isso. Festas são comemoradas no inferno
diante de tamanha presunção em achar que já ganhou o céu só por
crer e não são necessárias obras e purificação da alma... O pior
disso tudo é que essa presunção a muito chegou à nossa porta sob
o aspecto humilde da velhinha que oferece a maçã a donzela.
-
Veja como sou pobre. Ela diz.
- Me ajude e morda essa maçã.
E
nós Católicos mordemos a primeira isca: Ecumenismo.
Sob a forma
de diálogo entrou em nossa casa a fumaça negra do Maligno, mas ela
entrou como a velhinha pobre que oferecia a maçã, uma maçã bonita
e falsamente reluzente... A maçã ecumênica com veneno que irá
contaminar o sangue da Donzela Esposa de Cristo com protestantização,
marxismo, modernismo, existencialismo, relativismo e afins ao ser
mordida, e irá se contagiar com caguetes da pior espécie, e esses
irão chegar ao cérebro da donzela que terá sua vista turvada, seus
sentidos serão confundidos, ela já dormente tomba e cai convulsiva
em profunda agonia...
A donzela ao tentar ser piedosa com a
velhinha surrada, desceu de sua intocada morada e mordeu a maçã.
Mordeu a isca. Aceitou dialogar com o modernismo e ao sentir em sua
boca o gosto doce que lhe desceu amargo e dolorido pelas entranhas
(Apo 10, 9-10) viu o quanto esse diálogo é impossível sem ser
corrosivo para sua morada e existência, pois esqueceu a porta aberta
(ou seria janela?) pela qual entrou o gás do veneno satânico e
porque sentiu os efeitos da droga contida na fruta aparentemente
inocente, mas com um verdadeiro e potente efeito letal.
Esse
diálogo ecumênico excretado incessantemente pela boca de teólogos
modernistas em que se diz que a mentalidade medieval podia aceitar os
milagres de Deus, a virgindade de Maria, o milagre da multiplicação
dos pães, se esquece que Se Não Existe a intervenção de DEUS na
história, então não existe salvação, não existe mistério, não
existe Salvador, não existe vida eterna... Tão pouco existiria o
próprio DEUS!
Aí se cai, como caiu a Donzela no
existencialismo. Na falta de um sentido para a vida e na perdição
eterna, pois uma vez que existe uma outra vida fora do tempo e se
leva uma vida voltada para o momento imediato e as vontades mais
momentâneas e fúteis... Então não construímos mais o presente
para sermos melhores no futuro e nos tornamos piores que no passado;
e teremos muito medo do futuro. Pois certamente será um futuro cada
vez muito pior que nos aguarda, tanto nesta vida quanto na outra.
A
vida eterna está fora do tempo e tudo nela é pleno, inclusive nosso
estado psíquico, nossas perversões e virtudes.
E nós somos as
células que unidas formam o corpo da donzela e estamos aos poucos
sendo envenenados junto com ela pelo ecumenismo que veio como que
buscando uma abertura e encontrou um meio de nos contaminar, e lançou
seu Torres Queiruga, seu Leonardo Boff, Frei Beto e outras tantas
aberrações teológicas que os anticorpos da Donzela sequer puderam
evitar também os abusos doutrinais, sob o pretexto de abraçar os
pobres como se os pobres de outros tempos nunca estivessem já
inseridos neste contexto, como se os pobres não fossem de riqueza
cultural e indignos a merecer fazer parte da donzela em toda a sua
glória e riqueza, se esquecendo que a própria donzela vive a
pobreza digna, que tem o adorno da beleza externa mas a simplicidade
interior necessária para manter de pé seu organismo vivo.
Muito
mal se fala dos tradicionalistas, mas sendo tradicionalista ou não,
é necessário enxergar que eles são os anticorpos da donzela
agonizante e que o esplendor dela não é resultado de magnificência,
mas sim daquilo que ela representa... O ouro que a adornar não deve
ser sinal de riqueza para ela, mas sim para a deixar digna de agradar
a nobreza de seu esposo, para honrá-lo em toda a sua glória.
Por
isso tenho asco toda vez que ouço a mídia falar que a Igreja é
cheia de luxo, que o Papa atual é simples, blábláblá...
O
luxo da capela sistina e dos templos do Vaticano são para Deus, a
cama onde dorme o Sumo Pontífice não é de ouro e se sua batina
fosse feita do mais belo e caro tecido não seria para ele e sim para
o que ele representa: Que é o Doce Cristo na Terra!
E pela
força que tem o Espírito Santo espero do fundo do meu coração que
o mundo veja o homem que julgam ser o simples e humilde se curvar
diante da majestade de Cristo Rei, assumindo uma glória que não é
dele, mas que ele representa - o Glorioso Jesus Ressuscitado em seu
esplendor.
Pois a donzela está caída e agonizante, mas agora é
tarde para perceber que a pobre esfarrapada de dar pena é na verdade
uma bruxa egocêntrica, que necessitava vê-la cair de sua
grandiosidade para se sentir melhor com sigo mesma e com sua miséria
interior. Era tanta sua vontade de ver a donzela perecer no lodo, que
a fez se disfarçar para os olhos da esposa, para ao apiedar-se de
sua pobreza aparente ser enganada e envenenada para com o
envenenamento apodrecer... deixando assim espaço para a Bruxa que de
pobre não tem nada, governar sem ser repreendida e humilhada pela
Gloriosa Esposa Donzela, pois a bruxa é a rainha das mentiras e
maldades que enganam e escravizam os homens, mentiras que não cansa
de excretar pela boca imunda contra a Igreja de Cristo.
Assim
como Apóstolo amado engoliu um livro doce na boca e amargo nas
entranhas, engole a Esposa a fruta inocente e sente os efeitos da
droga mortífera da inveja.
Pode um Cristão aceitar a oferta de
diálogo com os hereges?
Pode deixar-se dialogar com os
modernistas?
Quem ama a verdade e a natureza das coisas divinas,
não está aberto ao que o mundo exige como diálogo, pois o diálogo
só existe de fato se você diante dos fatos e da comprovação na
realidade está disposto a mudar de opinião e aceitar a verdade, não
porque a opinião do outro é mais convincente, pois a mentira também
convence; mas porque não existe outra alternativa se não a
investigação, ainda que não se tenha certeza do todo, mas que se
reúnem e se completam, através das evidências encontradas pelo
caminho.
O mal do modernismo é a presunção de achar que
conhece o mistério, rejeitando as evidências e caindo no abismo do
existencialismo.
Assim, o antídoto para a Donzela infectada é
criar anticorpos, pois esta donzela não receberá o beijo do
príncipe para se curar, uma vez que ela já o havia recebido antes
de morder a maçã.
Ela precisa multiplicar esses anticorpos
para não sucumbir ao veneno e após a longa enfermidade, curar as
células adoentadas e restaurar as corrompidas, para ressurgir
esplendorosa e corada sendo adornada novamente e entregue ao seu
esposo, conforme é necessário para refletir a sua majestosa glória.
E como o discípulo amado: (Apo 10, 11) "Urge que ainda
profetizes de novo a numerosas nações, povos, línguas e reis".