domingo, 14 de agosto de 2011

A Vida é Renovação Constante



Cai o Dia, vem a Noite; sai o Sol, entra a Lua; depois do Verão quente, vem as manhãs refrescantes de Outono; depois do Inverno, as tardes ensolaradas da Primavera nos visitam e convidam para ver uma Vida que se renova lá fora...
Nos animais lambendo suas crias, nas lagartas que agora são borboletas enfeitando os jardins, nas flores que se abrem para embelezar os caminhos, na chuva que rega as árvores, nos pássaros que vem cantar depois que o céu fica limpo.
A Vida tem ciclos e esses ciclos fazem parte de uma beleza mágica e única, uma alegria que nos leva a uma renovação mental e espiritual, vendo nas transformações constantes, a graciosidade do mundo como um maravilhoso balé com bailarinos muito bem ensaiados e uma música sutilmente harmônica, que soa com o vento, os pássaros e o farfalhar das folhas.
São ciclos que não terminam, apenas dão espaço a outras manifestações da Vida e da alegria de viver.

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Borboletinha


Hoje, ao subir o viaduto para a travessar o túnel, eis que surge na devassidão de concreto uma linda e pequenina borboleta amarela, fiquei pasma como o serzinho voava por entre os carros e como atravessou tranqüilamente na frente do ônibus que eu vinha em meio ao caos do trafego. Isso me perturbou imensamente, fiquei com pena da borboleta, mas ao mesmo tempo procurando o lugar de onde ela veio, só aí me dei conta das árvores no entorno do viaduto.
Ví que as árvores tinham copas tão altas e imponentes que desafiavam o concreto cinzento, percebi que por mais que nos esforçemos para enfeiar e sufocar a nossa cidade, existem forças para lutar , para resistir, para romper ao menor sinal de cansaço humano. Mas a Natureza não cansa. Os arquitetos de Deus nunca deixam de desenhar as nuances da criação, na sua mais esplendorosa manhã e a borboletinha, que antes me parecia lutar para viver, não passa de uma mensageira intrometida e posuda para nos saudar e mostrar o quanto é bela a criação e manhã que nos sorri.

Reflexões

Certo dia eu li que “Se ficamos doentes é para darmos mais valor à Vida.”
Ora, eu dou valor à vida dou valor a minha existência, a existência de tudo que Deus criou para nosso deleite, como a música, as plantas, os pássaros, as flores, os amigos...
Aí eu olho ao meu redor e penso:
Será que se temos inimigos é porque também precisamos de parâmetro para valorizar a amizade?
Se existe o mal é para valorizarmos o bem?
Mas o que é bem e o que é mal?
Se imaginarmos que o mal são coisas ruins então posso classificar a morte de mal?!
Mas foi Deus quem criou a morte... Deus não é mal! Definitivamente não é!!!
Será que realmente existe o mal em seu estado único ou é o desequilíbrio que se transforma em mal?
Vejamos: Se eu mato o que vou comer: Um vegetal e uma galinha e faço uma bela refeição, me reuno com minha família e amigos para matar a fome e me revigorar, estaria fazendo mal?
A resposta é não, porque eu preciso comer.
Se o mar está infestado de tubarões, eu entro neste habitat que não é meu e sou mordida por um tubarão, ele é mau? Está me fazendo mal sem dúvida, mas não é maldade. 
Existe um dito popular que fala: “A diferença entre o remédio e o veneno é a dose.”
Não veremos um tubarão sair por aí abocanhando sem comer pelo simples prazer de abocanhar, nem um bicho atacando sem se sentir ameaçado ou faminto.
Porém, nós, espécimes superiores, o topo da cadeia alimentar, igualados ao próprio Deus surgidos do sopro divino como cópias perfeitas do criador, estamos degradando o mundo inteiro, nosso próprio Habitat, as pérolas da Divina Criação.
Não existe nada que o homem faça que chegue perto daquilo que Deus Criou com harmonia e perfeição. Nem mais belo que possamos imaginar e nem mais belo para os olhos admirarem.
Então porque insistimos em depredar aquilo que necessitamos hoje e sempre?
Quando daremos valor ao nosso mundo, ao nosso planeta, ao nosso habitat?
Quando não tivermos mais o que preservar?
De que adianta você ter uma linda casa se essa linda casa não terá onde se manter fundada, de que adianta você dirigir o seu lindo carro, que bebe muito polui muito, se logo, logo você não terá mais onde rodar com ele?
E você? Onde estará, quando não mais puder pegar um fino raio de sol? Quando o céu for apenas cinza, o mar impossível de entrar, a chuva completamente ácida, o ar irrespirável, a vida agonizante...
E Você? Como irá sobreviver?