Borboletinha
Hoje, ao subir o viaduto para a travessar o túnel, eis que surge na devassidão de concreto uma linda e pequenina borboleta amarela, fiquei pasma como o serzinho voava por entre os carros e como atravessou tranqüilamente na frente do ônibus que eu vinha em meio ao caos do trafego. Isso me perturbou imensamente, fiquei com pena da borboleta, mas ao mesmo tempo procurando o lugar de onde ela veio, só aí me dei conta das árvores no entorno do viaduto.
Ví que as árvores tinham copas tão altas e imponentes que desafiavam o concreto cinzento, percebi que por mais que nos esforçemos para enfeiar e sufocar a nossa cidade, existem forças para lutar , para resistir, para romper ao menor sinal de cansaço humano. Mas a Natureza não cansa. Os arquitetos de Deus nunca deixam de desenhar as nuances da criação, na sua mais esplendorosa manhã e a borboletinha, que antes me parecia lutar para viver, não passa de uma mensageira intrometida e posuda para nos saudar e mostrar o quanto é bela a criação e manhã que nos sorri.
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